Dia Internacional da Mulher: sete mulheres que revolucionaram a educação

Milhares de mulheres são responsáveis por transformar a vida dos jovens brasileiros por meio da educação. Nós, do ZOOMblog, queremos parabenizá-las e homenageá-las por trabalharem diariamente na construção de um país melhor.

As mulheres deram, desde sempre, grandes contribuições na construção do que é a educação de excelência.

Pensando nisso, neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, selecionamos sete mulheres que marcaram a educação nacional e internacional com seus trabalhos e estudos.

1.     Stefa Wilczynska
De família judia, a pedagoga foi influenciada pelos pensamentos da Nova Escola, que defende que a educação de excelência deve se basear nas experiências vividas pelo aluno, tornando-o assim o protagonista de seu próprio aprendizado.

Juntamente com o pedagogo Janusz Korczak, ela criou um orfanato na atual Polônia que instituía a “República das crianças”, a qual consagraria os princípios de fraternidade, justiça, igualdade de direitos e obrigações.

Contudo, este ambiente acolhedor foi destruído pela polícia do Estado nazista. Stefa, Korczak e mais 200 crianças foram levadas para as câmaras de gás.

2.     Maria Montessori
Ela foi a primeira mulher a se formar em medicina na Itália. Não conseguiu seguir carreira na profissão, pois, naquela época, não era permitido que mulheres examinassem homens.

Em razão disso, iniciou seus trabalhos com crianças deficientes na clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de Roma. A partir desta experiência, criou o método Montessori, que enfatiza a autoeducação dos alunos, em que o aprendizado da criança acontece por meio de seus próprios esforços, interesses e ritmos. O papel do educador é apenas acompanhar este processo. Este método de ensino é aplicado até os dias de hoje em escolas privadas e públicas do mundo inteiro.

3.     Emília Ferreiro
A pedagoga revolucionou a maneira de pensar a alfabetização. Ela desvendou os mecanismos de aprendizado da leitura e escrita das crianças e influenciou vários educadores a reverem os seus métodos.

Ela fez doutorado na Universidade de Genebra, sob a orientação do biólogo Jean Piaget. Em 1979 lançou o livro Psicogênese da Língua Escrita.

A obra influenciou os educadores brasileiros e até mesmo os nossos Parâmetros Curriculares Nacionais. Assim, ela já vem influenciando a educação brasileira nos últimos 40 anos.

4.     Mariazinha Fusari
Maria Felisminda de Rezende e Fusari foi uma educadora e pesquisadoras que desenvolveu diversos projetos relacionando a educação e a comunicação. Até hoje é considerada uma das maiores referências em educomunicação.

Ela foi a cofundadora do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da Universidade de São Paulo (USP).

5.     Êda Luiz
Ela é responsável por tentar desenvolver um modelo de escola democrática: espaço aberto à comunidade, de acesso livre e respeito mútuo entre as pessoas.

Coordenadora pedagógica do Centro de Integração de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo – SP, Êda transformou a instituição em um local onde o aprendizado é percebido e experimentado dentro e fora da sala de aula, indo além das disciplinas curriculares.

6.     Maria Teresa Mantoan
Por meio de sua pesquisa e docência na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela atua em favor da educação inclusiva no Brasil e do direito de todos à educação básica e superior de ensino. Ela foi reconhecida pela Ordem Nacional do Mérito Educacional no Grau de Cavaleiro em função das suas contribuições á educação brasileira.

7.     Dorina Nowill
A educadora perdeu a visão aos 17 anos e foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular, onde se formou como professora.

Ela se especializou em educação de cegos na Universidade de Columbia em Nova York, e em 1946 criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil. Mas foi em 1948 que fundou a primeira imprensa braile em grande escala para a impressão de livros didáticos e outros documentos.

Ela também dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos, do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que desenvolveu os primeiros serviços de educação de cegos no Brasil e batalhou pela abertura de vagas profissionais para pessoas com deficiência visual.

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